9 de fevereiro de 2017

Início do experimento

A partir de hoje, deixarei público um experimento meu. Será um exercício de 5 minutos no relógio, uma mente vazia, escrever o que vier. Seja prosa, histórias, esquetes... Talvez venha com uma qualidade baixa, mas será um exorcismo de palavras, formando ideias e deixando o fluxo criativo correr. Único retoque será o da acentuação, dando maior sentido ao texto. Sigam bem, caminhoneiros.



Estive a procura da cura por muito tempo
Como pela saída procura um detento
Sem olhar o vento, condição climática, hoje ele não tem medo da chuva
Mais que a sociedade, o tempo a ele não machuca
É saída pra crise
Correr às suas raízes, mas cometeu deslizes, há de pagar
Sem ver um futuro pela frente
Ele tenta prosseguir mas a neblina está muito rente
E mesmo que a todos cause aversão
Ele sabe da verdade, mas verdade meia, devido a incompreensão 
Ele não entende o que acomete a sociedade
Como não conseguem ver outra verdade
Que não a deles, em que estão acomodados
Infiltrados, não pensam que estão
Numa chamada prisão, e não percebem, pq ela é mental
E não há lugar igual
Pois o guarda é vc mesmo, a consciência será sua moral, seu jornal
E ela deixará seu nome na primeira página, exposição no ar
Será extremamente parcial, você quer se julgar
Será seu pior carrasco

Pois se usará o maior veneno e diluirá no menor frasco

Canto que serviria a qualquer um dos alvos (pretos, LGBTTTs, pobres) ANTIGO

Eu sou um alvo
Não nasci branco, nasci pardo
É o que bradam os mal amado
Sobre a cor que eu trago
Pra diferenciar da cor dos gueto
Lugares branco e preto
Mas que o povo colore
E racista não engole
Que onde haja necessidade
Possa haver felicidade
Não importa idade, sem maldade
Roubo não é especialidade de uns
Mas mente fraca e preconceituosa é propriedade de alguns
Então pego minha arma e me livro dando um tiro
Mas tenho a boca no cano, engatilho e atiro
E tiro com minha vontade mais uma vida daqui
Será que se eu me suicidar faço os racista sumi?
Zumbi, voltou da tumba pra repetir momentos pretéritos
Heroísmo que comparado a heróis gregos nos livros parece até demérito
O cara já é idoso, dá lugar, trata com respeito
Ele só veio e disse: Não pardo, nós somos preto!


Antigo

Hoje eu vou curtir sua foto
Vou mandar Dm
Vou mandar convite para uma festa que vc nunca vai.

Vou olhar pela janela, da minha tela do monitor
E olhar a foto da janela do seu quarto protegido pela sua tela
E juro que se não houvesse ela entrava pela sua janela...

Vou te cutucar, virtualmente
Vou te abraçar, mas o 3D não sente
Vou tirar sua roupa, corta e cola, bota outra

20 de setembro de 2016

Crianças

- Você é meu melhor amigo. Sabia?
- Anda, corre aqui. Eu sabia... Agora pego, tá com vc!
- ...
- Vai, me pega. Tá com vc.
- Mas se eu te pegar, a graça acaba.
- Não. Se você me pegar, dai eu tenho de correr atrás de vc.
- É, e eu vou ter de correr de vc...
Então está comigo. Estará sempre comigo,,,

18 de setembro de 2016

Morena

Morena te digo esses teus cachos não são problema
No teu corpo me encaixo, em teus lábios de mel, minh'Iracema
Se eu couber um dia em algum sorriso teu-flor
Te polimirizo, pra que logo desabroche meu a-mor
De trança ou de black, rasta é teu reggae
Traz o termômetro pois coração vendo teu corpo sambando até ferve
A escultura do teu corpo em movimento, ao poema de teu corpo inerte
Amor. Num quarto fechado vejo estrelas em teus olhos, e o mundo todo se inverte

30 de julho de 2016

De longe

Você é um mistério que não consigo adentrar
E nem sei se quero
Um oceano de dúvidas, queria entender apenas uma de tuas próprias ondas
Ou queria que suas fases lunares não tivessem influência sobre as minhas
Você é o que há no céu, o que olhamos com um telescópio tentando decifrar
Mas não há uma palavra sequer
Um enigma mulher, uma esfinge dada a magnitude estética
Mas não sejamos rasos, há uma qualidade poética
No fundo de seus olhos, me afogo, mas de vontade
De nunca sentir um pouco sequer de saudade
Pois saudade sente quem um dia já pôde conhecer

25 de dezembro de 2014

Folhas

Uma folha de papel pautado. Ela está limpa, virgem. Ela não exige, mas deixa um espaço para datas, pois adoraria poder lembrar o dia em que foi riscada pela primeira vez. Ela não esconde nenhum mistério, frente e verso são o mesmo. 
Possui margens. Talvez seja medo de que ela possa perder algo que por acidente possamos escrever fora de seu domínio. Ela possui linhas, logo, me aceita.
Ela quer uma história, escrever apenas uma linha a faria parecer desproporcional aos seus finos caprichos. Já escrever muito a excederia e faria parecer insuficiente ao enumerá-la mesmo que como folha nº1.
Ela exige consciência, palavras e letras. Borrões a fariam apenas ser esquecida sob a urgência de marcá-la inconsequentemente. 
Eu arrisco, e a risco, com cuidados suficientes para não a marcar. Não se trata de um pavor feminino, é só que ela odeia orelhas. 
Encerro, ela não me julga. Ao contrário, sente-se feliz. Ela tornou-se única. Ela agora tem uma história. Ela agora é uma história