É que eu não sei como morrer ainda.
Sabe aquele restaurante que vc chega e se indaga sobre o sabor e preço dos produtos? Só que nessa metáfora, a alergia seria algo desejável. Tenho alergia a pó. Poeira, para o caso de leitores mais drug life. Mas acho que não se morre de alergia por poeira. Se há esse risco, demoramos muito para regularizar o serviço para as empregadas. É insalubre. Medi os problemas que elas enfrentam pela régua feita para a medida desse texto, então relaxem que também sei que isso é algo muito pequeno em comparação ao que ainda necessitam. Isso seria muito WPP.
Mas o caso é: acho que ninguém morre por estar espirrando muito. Temos um anão para provar isso. Atchim LIVES. Aliás, por que ele espirrava tanto? Auto-afirmacao? Fora isso, acho que no século XIX já tinham medicamentos para uma rinite e seis anões trabalhando numa mina (sem trocadilhos, Branca) enquanto um vai ao curandeiro, já seriam o bastante. Sim! eles tinham magia, curandeiros, naquele tempo. Hoje temos Dr. Rey. Cada época usufrui do tipo de medicina que merece. Poderíamos então alterar a biografia desse anão. Rey o transformaria no anão trans da turma. Branca teria uma amiga. Talvez essa amiga proporia uma dieta louca, totalmente sem fibras, e aquela maçã virasse apenas um enfeite na casa deles. Salvaríamos uma doença e um encantamento. A bruxa se viraria bem em outro serviço com a vinda do halloween no calendário deste mesmo século.
Enfim, não tenho como morrer agora. Ao menos não de poeira. Que bom que vc parou de levantar poeira, Ivete, seu show era insalubre pra mim.
5 de agosto de 2017
30 de abril de 2017
A aproximação da mensagem quase palpável
Hoje sonhei. Mas um sonho tão próximo e palpável à minha realidade que atravessei o quarto, enquanto o sonho ainda me atravessava a cabeça, a fim de o digitar. Sem sucesso. Ao levantar, ele me atravessa a rua da consciência, a ponto de eu me perguntar: pq quereria eu atravessar a travessa desse subliminar mundo e agora estou com fixação com um jogo de palavras com a palavra atravessar? E pq foi tão ruim? Mas assim, envolvia minha avó é uma briga de família. Me deu uma nostalgia. Por vezes, me dá uma nostalgia... tudo se afasta. Família são como a expansão do universo. Do seu universo. Tipo o Big Bang, sabe? Sim, é uma teoria científica, não só uma série!
Mas então. Eu ia falar sobre o CD do Kendrik. O cara do banco da frente do motorista elogiou minha retórica, e aquelas foram, roubando termos futebolísticos, minhas "palavras de placa", pois uma frase se cristalizou em frente ao rosto de meu interlocutor - e isso era um elogio - (ele dizia que por as palavras não chegarem até meu rosto enfileiradas, aquilo era bom). Psicólogos, vocês tem um prato cheio.
Mas eu levantei, e nada. Não lembro mais. Enquanto a neblina, ou o véu dos sonhos me entorpecia, ainda tinha em mente. Levanto, nada. Como também por nada me levanto.
Você se anima com pouco? Eu me animo com uma só.
Uma frase a toa, mas que não veio a toa.
Um dos integrantes dessa sala onde estava minha vó, estava fixado no retorno de um integrante que houvera, e talvez estivesse, fumando um charuto. Ainda não inventaram lei sobre não fumar em sonhos.
Sonhos não têm leis. O adormecer possue uma, que irei respeitar! Ainda são quatro horas. Então, boa noite.
Numa nota paralela, Dória toma café, enquanto remoe sua lágrima sobre a maioria ainda estar deitada repetindo um bordão que envolve "vagabundos, vagais, bitches" e qualquer coisa que seu linguajar ovomaltine patronado por cultura possa ter absorvido. Dória, só dorme! Sério, vai ser legal.
Nota alternativa (ela só toca no underground) me voltou o conceito na mente agora, mas num lapso, não consegui absorver.
Mas então. Eu ia falar sobre o CD do Kendrik. O cara do banco da frente do motorista elogiou minha retórica, e aquelas foram, roubando termos futebolísticos, minhas "palavras de placa", pois uma frase se cristalizou em frente ao rosto de meu interlocutor - e isso era um elogio - (ele dizia que por as palavras não chegarem até meu rosto enfileiradas, aquilo era bom). Psicólogos, vocês tem um prato cheio.
Mas eu levantei, e nada. Não lembro mais. Enquanto a neblina, ou o véu dos sonhos me entorpecia, ainda tinha em mente. Levanto, nada. Como também por nada me levanto.
Você se anima com pouco? Eu me animo com uma só.
Uma frase a toa, mas que não veio a toa.
Um dos integrantes dessa sala onde estava minha vó, estava fixado no retorno de um integrante que houvera, e talvez estivesse, fumando um charuto. Ainda não inventaram lei sobre não fumar em sonhos.
Sonhos não têm leis. O adormecer possue uma, que irei respeitar! Ainda são quatro horas. Então, boa noite.
Numa nota paralela, Dória toma café, enquanto remoe sua lágrima sobre a maioria ainda estar deitada repetindo um bordão que envolve "vagabundos, vagais, bitches" e qualquer coisa que seu linguajar ovomaltine patronado por cultura possa ter absorvido. Dória, só dorme! Sério, vai ser legal.
Nota alternativa (ela só toca no underground) me voltou o conceito na mente agora, mas num lapso, não consegui absorver.
19 de abril de 2017
Uma fábula (que deve ser lida rápido e sem pausas), sobre os dias atuais e suas velhas novidades
Eu sou ignorante, eu sou ignorante
Tudo o que os outros fazem não é o bastante. Mas o que gosto
é o que é importante. Guardo na minha estante todos os álbuns discos, livros
que amei por um só instante e pra mim, seria aterrorizante alguém não curtir as
mesmas coisas das quais gostei e sou amante. Sou ignorante, sou ignorante, e
isso é situação constante, nunca criei algo edificante e caso um de meus ídolos
uma ideia implante serei o mandante de um levante em defesa de algo que não
compreendo o quão irrelevante. IGNORANTE, IGNORANTE, e até pedante eles gritam
enquanto me vejo exultante em entreter com algo irrelevante mas de sucesso
entre meus amigos em sua roda delirante. Montei uma obra, parece dançante -
fascinante! – disse um amigo ofegante ao passar ao meu lado, Eu, o próprio Deus
caminhante. Avante, Rocinante! A minha guerra pessoal hoje é contra os Anti,
que não me entendem mas temem perante, pois tenho dinheiro, carros uma piscina
relaxante, saber que sou merecedor é, Ó Deus - digo - Ó Eu, assaz gratificante.
Eu era ignorante, não sou mais, criei uma nova linha para
mostrar do que sou capaz, meu velho chipset aqui jaz, agora estou totalmente
diferente, rapaz, uma nova mentalidade muito mais sagaz, a minha mente perdeu o
capataz e agora minha nova obra vai ser demais!
16 de fevereiro de 2017
Experimento Nº algum aí (contos)
Continuando a ideia de experimentos. 5 minutos, sem ideias na cabeça, só escrever o que vem, sem parar...
Moço, eu não quero
dinheiro não
Tô sem nada, menino.
Não é pra pagar nada não,
eu só preciso que vc me dê uma letra, se puder
Que?
Uma letra, senhor. Por
favor...
Pq uma letra? Você quer
um recorte do meu jornal?
Não, senhor. Eu queria uma
letra. É que, meus pais, passaram a vida trabalhando na roça. Então eu os
ajudava, e não tive tempo de ir à escola. Se o senhor puder me dar uma, talvez
um dia eu junte o bastante para poder escrever meritocracia.
- Oi, amor.
- Oi, xuxu.
- Meu denguinho, sabe o que eu queria
te pedir?
- O que, meu docinho?
- Um vestido novo, meu bb.
- Bebê não tem dinhelo pa
compa ropa pocê.
- Mamãe intão num tem mais
leite na téta.
- Que cor o vestido, amor?
Era noite, ele andava para
os lados e olhava, assustado, cada sombra que passava pela parede.
Ele estava preso, como num
mito das cavernas, mas não por medo. Ele estava preso às ruas.
Morava nelas, conhecia
elas como ninguém. Seus cheiros, seus atalhos, onde encontrar um bom lugar para
descanso, todas as belezas da natureza. Mas era noite. Tudo escuro, nada para
os sentidos aproveitarem além da sensação térmica. E fazia frio... fazia muito
frio...
14 de fevereiro de 2017
Cinco (experimento nº não lembro quanto)
Cinco minutos não dá tempo para nada. É o que eu acho. Você liga o carro, liga o rádio, o ar condicionado, pq o sol já está estalando desde cinco minutos atrás (que foi quando ele raiou, então se ele teve tempo de esquentar tanto assim em cinco minutos), então o carro morre pq você não segurou a embreagem. Mas o que é a embreagem? Tive cinco horas de aulas práticas, nas cinco não consegui entender direito. O que fazer agora? Cinco minutos. Há uma notícia que chega ao rádio: trânsito na marginal. Porra, vou estar lá em dois minutos. Já passaram 5 senhoras desde que comecei essas coisas. Cada uma com uma muleta e seu respectivo cachorro. Uma tinha um gato. Essa tinha um jeito mais punk mesmo.
Ok, saí da garagem. Cinco segundos é o tempo que a porta, automática, pois gostaria de economizar no tempo de saída, demora para se abrir por inteiro. Gastei até agora 1 minuto. Dirijo, dou bom dia aos vizinhos, que sempre estão na porta varrendo seus quintais (como eles tem tempo para isso? De quando acordo, até eu sair eles ainda estão nisso. Não trabalham?).
Chego ao dito engarrafamento!
- BAAAALAAAAA, MENTOOOOOOS!, diz o ambulante, em profundo pleonasmo.
- Pleonasmo, senhor? É nome da fábrica isso?
Não tenho tempo de explicar a ele.
Ar, música, banho maria marinado em suor, dentro do meu próprio carro... Vocês sabiam que carro funerário tem buzina? Para que a pressa, alguns se perguntam... digo que os mortos que sabem administrar melhor seu tempo! - Me enterrem logo ou a coisa vai feder pro seu lado!
Abriu o farol. Tem mais 15 em direção ao trabalho. 15 dividido por 5 igual a 3. 3 acidentes na marginal. O jornal diz 3, pelo meu rádio. Mas olhando aqui, o número de tragédias familiares parece desproporcional ao número 3. Calma, andou, VIVA AO AUMENTO DE VELOCIparou de novo...
Ok, saí da garagem. Cinco segundos é o tempo que a porta, automática, pois gostaria de economizar no tempo de saída, demora para se abrir por inteiro. Gastei até agora 1 minuto. Dirijo, dou bom dia aos vizinhos, que sempre estão na porta varrendo seus quintais (como eles tem tempo para isso? De quando acordo, até eu sair eles ainda estão nisso. Não trabalham?).
Chego ao dito engarrafamento!
- BAAAALAAAAA, MENTOOOOOOS!, diz o ambulante, em profundo pleonasmo.
- Pleonasmo, senhor? É nome da fábrica isso?
Não tenho tempo de explicar a ele.
Ar, música, banho maria marinado em suor, dentro do meu próprio carro... Vocês sabiam que carro funerário tem buzina? Para que a pressa, alguns se perguntam... digo que os mortos que sabem administrar melhor seu tempo! - Me enterrem logo ou a coisa vai feder pro seu lado!
Abriu o farol. Tem mais 15 em direção ao trabalho. 15 dividido por 5 igual a 3. 3 acidentes na marginal. O jornal diz 3, pelo meu rádio. Mas olhando aqui, o número de tragédias familiares parece desproporcional ao número 3. Calma, andou, VIVA AO AUMENTO DE VELOCIparou de novo...
11 de fevereiro de 2017
Experimento 3 (O proletariado)
Sucata invade a mente fraca
Numa maquinaria que enferruja no fim do dia
Sem saber sua função, continua batendo estaca
Ao chefe dá bom dia, mesmo menosprezado, inda sorria
Planejamento do próximo mês não incluia ele
Triste fim que ele não via
No fim do mês, seu chefe disse: chama aquele
Era tão impessoal que nem sabia seu nome
Não sei pq o contratei, não sei o que vi nele
Bom, sr., percebi que todo dia o senhor some
Sim, por uma hora, horário de almoço
E presumo que nessa hora o senhor almoce
Sim, pois minha mulher arranja sempre algum osso
Disse a sorrir
Bom, para que vc arrume outro emprego eu até torço
Mas meu senhor, por qual motivo? Não tenho pra onde ir
A maquinaria está chegando
depois de construir tudo isso, terei eu de partir?
Sim, foi bom lhe ter aqui, pq vc está chorando?
Nem carteira assinada tenho
Tinha salário e ainda está reclamando?
Eu percebi que vc trabalha com empenho
E disso não posso fazer reclamação
Mas é que há gente mais qualificada ali de onde venho
Então o que me desqualificou foi simplesmente minha formação
O fim chegou, me encontro olhando um poço
E no livro de história, lá se vai o trabalhador, sem nenhuma menção
Numa maquinaria que enferruja no fim do dia
Sem saber sua função, continua batendo estaca
Ao chefe dá bom dia, mesmo menosprezado, inda sorria
Planejamento do próximo mês não incluia ele
Triste fim que ele não via
No fim do mês, seu chefe disse: chama aquele
Era tão impessoal que nem sabia seu nome
Não sei pq o contratei, não sei o que vi nele
Bom, sr., percebi que todo dia o senhor some
Sim, por uma hora, horário de almoço
E presumo que nessa hora o senhor almoce
Sim, pois minha mulher arranja sempre algum osso
Disse a sorrir
Bom, para que vc arrume outro emprego eu até torço
Mas meu senhor, por qual motivo? Não tenho pra onde ir
A maquinaria está chegando
depois de construir tudo isso, terei eu de partir?
Sim, foi bom lhe ter aqui, pq vc está chorando?
Nem carteira assinada tenho
Tinha salário e ainda está reclamando?
Eu percebi que vc trabalha com empenho
E disso não posso fazer reclamação
Mas é que há gente mais qualificada ali de onde venho
Então o que me desqualificou foi simplesmente minha formação
O fim chegou, me encontro olhando um poço
E no livro de história, lá se vai o trabalhador, sem nenhuma menção
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